O “NOVO NORMAL” da Vogue Brasil

O “NOVO NORMAL” da Vogue Brasil
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Há um abismo entre o que a Vogue Brasil publica em sua revista e o que fala nas redes sociais. Em seu perfil no Instagram, perguntas aos seguidores sobre este momento de #pandemia, lives e mais lives, mentoria, conteúdo sobre moda brasileira e … ouvidos tampados.
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Se usam os canais para perguntar e ter interação com quem os segue, devem ter a capacidade de ESCUTA. Quão importante seria uma edição que trouxesse da sua capa às suas páginas  reflexões a partir dessas trocas – se troca elas fossem.
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Engessar uma capa já feita que em nada reflete o momento e o contexto histórico que estamos vivendo, em meio a uma PANDEMIA que tem afetado a realidade do mundo, é a continuação da alienação pregada por anos – disfarçada em tentativas recentes -, por uma revista que deveria retratar a moda e o comportamento do seu tempo. É como negar a existência no e do hoje. E se mostra não só alienada, mas apegada a padrões que clamam por seguir existindo – para poder dar significado ao que são.
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Faz tempo que vivemos mudanças e transições. Contemporaneidade na moda é palavra de ordem. É hora de aproveitar o tão falado “novo normal” e mudar estruturas. O novo precisa vir, mas não virá sem mudança estruturais.
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Aproveito esse texto pra reforçar uma coisa: sua marca precisa ser a mesma em todos os pontos de contato com o seu público, trazer a mesma experiência e relacionamento. Não existe divisão de on e offline.
Ainda mais, neste caso, sendo revista impressa, que tem cada vez menos vendas.
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É um tempo de oportunidade de ser relevante. Seja.