BLOG DA BIA

  • Como o Cérebro Cria

    By on 15 de abril de 2021

    A criatividade e o cérebro são constantes objetos de estudo por aqui. E, estudando a criatividade, não tem como não cruzar com as pesquisas do neurocientista David Eagleman @davideagleman. David é também escritor e um de seus livros, o ‘Como o cérebro cria’ foi transformado em um documentário, lançado em 2019, na @netflixbrasil

    Para a realidade de quem trabalha com criatividade com curto prazo e muita pressão, é, sim, desafiador passar por esse processo e aceitar possíveis falhas. E esse é um dos motivos que a neurociência se faz também tão importante nesse espaço, quanto mais sabemos como nosso cérebro cria, mais devemos buscar moldar o sistema para este processo.

    Vale super assistir o documentário e conhecer o processo criativo de diversos profissionais inovadores, suas narrativas e relações com a criatividade.

    #neurociências #criatividade #documentario #netflix

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  • Encantos e Desencantos de Carla :: Mindse7 C&A

    By on 12 de abril de 2021

    Há algumas semanas nós fizemos a produção executiva de um shooting para a Mindse7, da @cea_brasil.

    O resultado saiu e ficou maravilhoso! O shooting é sobre a história de duas amigas Carla’s que têm muito em comum e, em todos os seus momentos, se veem no dia a dia com os novos jeans da Mindse7. Mais sobre a história você pode conferir no vídeo:

     

     

    Special thanks: @juliatonons

     

    Direção e Roteiro: @juliatonons

    Dir. de Fotografia: @oliviamucida

    Fotógrafa: @sofianehring

    Edição: @casoniduda

    Produção: @biavianna e @gbrlbarnabe (@amdc.ig) + @juliatonons

    Styling: @nathalieezee

    Modelos: @carlacamposg e @carlasilv

    Cor: @estvdio.arco

    Make: @malukrin

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  • Moda e a barreira invisível da mulher na sociedade :: COLUNA Sou de Algodão

    By on 23 de março de 2021

    Como a invisibilidade da importância da mulher na sociedade nos impacta ainda hoje e como elas ocupam o mercado atual da moda 

    Começo a minha primeira coluna do ano no mês da Mulher e me parece sempre muito pertinente falar sobre narrativas femininas. Afinal, somos 51,8% da população do Brasil e basta uma breve análise para entender que não estamos ocupando proporcionalmente todos os espaços. 

    No alto do século XXI, com movimentos reconhecidos pela sua força e assuntos pertinentes à realidade da mulher pipocando nas bolhas, parece que estamos em uma situação de maior entendimento sobre estas questões, mas não é bem assim. Esta jornada não é linear e há em nossa história momentos de maior liberdade, seguidos por momentos de retração. 

    O que diz a história? 

    Por milênios, as mulheres foram tidas como cidadãs de segunda classe, tanto no Oriente quanto no Ocidente. O infanticídio por sexo, ou seja, matar meninas recém nascidas, era uma prática; em algumas regiões, seguimos nascendo sem sermos desejadas. 

    No século XV, a repressão alcançou medidas assustadoras, como a caça às bruxas. Houve milhares de execuções, alguns autores falam em milhões. Mulheres foram condenadas por questões que, na visão da sociedade da épocaferiam expectativas sociais, políticas ou religiosas. 

    A partir da Revolução Francesa (1789 – 1799), com os ideais de fraternidade e justiça, se deu início, em pequeníssimos passos, a compreensão por um grupo, que a igualdade era para todos os indivíduos. Já após a Revolução Industrial (1790 – 1840), as mulheres começaram a perder suas funções domésticas para o progresso que chegava aos lares. Ao mesmo tempo, a moda da época, com seus espartilhos (1804-1820) super apertados que chegavam a entortar costelas e causar asfixias e desmaios, era uma realidade na indumentária. Além de questões físicas a partir do seu uso, essa moda ampliava uma epidemia de anorexia; já estabelecendo padrões de beleza até hoje esperados. 

    Uma mulher tem que fazer o que ela tem que fazer”. Mesmo e apesar de toda essa narrativa histórica, é incrível constatar a vivência de mulheres que se destacam com habilidades natas, já que não era permitido a elas educação. Frequentemente, a existência delas era clandestina, seja utilizando um dialeto próprio, como fez uma concubina de um imperador chinês, que criou uma caligrafia para se comunicar com suas amigas mulheres; seja se vestindo como homem, para assistir aulas em uma faculdade, como socióloga e pensadora Concepción Arenal, ou como María Perez, uma heroína castelhana do século XIIExistiram também inúmeros pseudônimos masculinos de escritoras mulheres ou o uso do nome dos maridos para fazerem publicações no século XIX. 

    Houve ainda algumas que usavam sua própria identidade para viver toda a sua potência, independente da época em que viviam. Outras se tornaram freiras para poder ter liberdade de estudar e desenvolver toda sua intelectualidade, umas viveram seu protagonismo ao se tornar viúvas e governar reinos e vencer – guerras.  

    Surgiram também mulheres como Maria da Penha, brasileira que ousou denunciar a violência sofrida e se tornou lei, protegendo tantas outras mulheres. 

    Mulheres no mercado da moda 

    A história nos ensina o padrão de sociedade construído e o quanto de luta foi preciso para que nós, mulheres, conquistássemos nossos espaços. Agora que alguns deles foram alcançados, seguimos lutando. A batalha é por proporcionalidade, sim, mas também para combater a percepção de que temos equidade de gênero como uma realidade da sociedade atual. 

    Segundo dados da Abit, na moda e indústria têxtil, de cerca de 1,7 milhão de colaboradores empregados no setor, 75% são mulheres. Essa realidade de um emprego formal é importante, sem dúvida, mas se olharmos este número mais de perto, somente 11% das 500 maiores marcas brasileiras tem mulheres em sua tomada de decisão. 

    Se as salas de aulas das faculdades de moda estão repletas de mulheres, podemos equacionar que essa maioria não chega aos cargos de liderança. Essa situação não é exclusiva da moda, pesquisas apontam que no Brasil mulheres ocupam 34% de cargos de liderança sênior e salários menores do que profissionais masculinos na mesma categoria. 

    O que parece uma boa notícia é que a previsão para 2021, de acordo com estudo da empresa global de executive search, ZRG Brasil, é o aumento em todo mercado em 50% de mais mulheres na liderança”. 

    Meu desejo pessoal é que a moda faça coro com essa previsão. Seguimos reivindicando visibilidade, liberdade de ir e vir e educação, mas temos na evolução do tema o reconhecimento de uma longa lista de pautas e conceitos – que nomeiam também antigos comportamentos –, como sororidade, mansplaining, igualdade salarial, manterrupting, violência doméstica, gaslighting, etc. 

    E, para não encerrar sem honrar quem veio antes de mim, uso este último parágrafo para agradecer minha avó Maria Vianna que, aos 50 anos, se formou técnica em enfermagem e trouxe dignidade financeira a sua família. Minha mãe Eunice Vianna Ferreira que sempre me apoiou em tudo que decidi fazer, já defendendo a máxima que diz que ‘lugar de mulher é onde ela quiser’. E Selma Vieira Magalhães, minha família escolhida e professora da rede pública, por me ensinar sobre apaixonar-se pelo seu ofício e tantas coisas sobre a sociedade em que vivemos.  

    Uso este espaço também para enaltecer as profissionais que trabalham no  Sou de AlgodãoCotton Brazil e Abrapa. Meu desejo para todos os dias é que sejamos aliadas e multiplicadoras, para que mais mulheres ocupem todos os espaços. 

     

    Coluna originalmente postada no blog Sou de Algodão.

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  • Empatia e a importância de não enjoarmos dessa palavra

    By on 19 de março de 2021

    Começar essa nossa conversa aqui, na Harper’s Bazaar Brasil, pela empatia faz muito sentido, pois para falarmos de emoções é necessário que sejamos capazes de sentir e reconhecê-las. Para mim, é um dos primeiros passos para que cada um desenvolva sua inteligência social – que é a habilidade de entender, interagir e desenvolver relações saudáveis e produtivas.

    Trabalho há 15 anos no mercado de marketing e comunicação, vindo de uma formação em moda, trend forecast e depois marketing digital. E após algumas gestões de crise de clientes, entendi uma habilidade: mediação. Uma coisa sempre leva a outra e essa habilidade, que se relaciona à empatia, me levou a querer entender mais sobre a mente humana, a partir do viés de emoções e tomada de decisão. 

    A palavra empatia foi/é tão usada que caiu naquela sensação de que conceitos quando repetidos acabam se tornando banais. E a sensação de não a g u e n t o mais ouvir essa palavra faz com que se caminhe exatamente para o lado oposto.

    Existe empatia na pandemia?

    Neste cenário pandêmico que temos vivido há um ano, com tantas verdades e necessidades se atravessando, existe muita fala acontecendo, mas pouca escuta. Percebo que, para algumas pessoas, a empatia passa por um período de desgaste pela exaustão e/ou virou frase pronta, deixando de ser parte de um sentimento. Mas a boa notícia é que, do ponto de vista da neurociência, a empatia pode ser construída!

    Quanto mais compartilharmos nossas questões e experimentarmos ouvir com atenção narrativas diferentes das nossas, mais nosso círculo empático se expande, fazendo com que nossas práticas e escolhas sejam afetadas.

    Somos espelhos uns dos outros.

    “Nós compreendemos o outro porque temos dentro de nós a mesma experiência”, Merleau Ponty.

    Pesquisas apontam que, quando observamos alguém fazendo algo, o nosso cérebro fica mais ativo nas áreas responsáveis pela mesma ação, como se fosse um espelho. Automaticamente compreendermos a ação do outro e isso se dá por causa de um sistema neural que se chama neurônios espelho, que espelham movimentos e emoções, descoberto na década de 1990.

    Agora, pense no impacto em sua narrativa, quanto você se dá a conhecer a outras perspectivas, a partir de vivências de pessoas muito diferentes de você!?

    Quanto mais narrativas, melhores são as nossas decisões.

    Se pensarmos dessa forma pelo viés de diversidade & inclusão, que é uma das minhas áreas de atuação – na qual aconteceram algumas das minhas experiências em mediação de crise -, temos, então, universos inteiros de informações e aprendizagem.

    Somos criados em uma cultura que nos ensina todos os vieses inconscientes que praticamos, por isso é também necessário estabelecer uma escuta ativa e, em especial, ter representatividade no nosso círculo. Importante dizer que, para sermos empáticos, e nos sentirmos no lugar do outro, precisamos abrir mão da resistência ao novo – algo que vai contra nosso funcionamento cerebral, mas passível de aprendizado. Aprender a partir da vivência do outro, em trocas honestas sobre suas realidades e histórias, nos faz criar vínculos e compartilhar emoções.

    A verdade é que temos mais a ganhar em nossas escolhas se engajarmos versões de narrativas, do que se substituirmos uma pela outra. Podemos conhecer e aprender com as muitas versões que existem e, em escolhas diárias, inspirar novas decisões.

    Termino esta coluna com o desejo que a empatia não se torne um conceito banal, mas seja uma prática, para que nossas decisões espelhem o nosso conhecimento de nós mesmos e dos outros. Nas próximas colunas, vamos falar mais sobre conceitos que geram emoções em nós. Até o nosso próximo encontro!

     

    Coluna de Bia Vianna postada originalmente na Harper’s Bazaar Brasil.

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  • Harper’s Bazaar :: Março 2021

    By on 17 de março de 2021

    A edição da Harper’s Bazaar desse mês da mulher saiu com muita força e inspiração. Dedicada a enaltecer o empreendedorismo feminino, a revista abre espaço para histórias de sucesso que entram de vez na rota de comando, sem esquecer das dificuldades e condições do Brasil.

    Na seção ‘Em foco’, @alexandraloras traz os estigmas ainda presentes no empreendedorismo da mulher negra, que podem limitar suas reais potências. A Sensitivity Reader da @bazaarbr dá dicas importantes sobre empreendimentos e iniciativas de pessoas negras para aqueles que buscam uma oportunidade no mercado.

    Dentro dessa temática, aparecem muitos nomes como exemplo e inspiração, @solangeborgessb, da @culinariadeterreiro@karlasbatista, da @azulerde@trinthay, da @uzuriacessorios e a cantora cearense @luizanobel. Ainda nessa edição, nossa querida amiga e parceira, curadora de arte da @bienalmercosul@carollinalauriano abre sua casa e mostra detalhes de sua força e delicadeza.

    Essa edição é mais um dos frutos do trabalho de consultoria em diversidade & inclusão de @alexandraloras, que também tem @biavianna@isuperio e @helena.vieiras no time. A edição já está disponível na íntegra pelo app da @bazaarbr. Vale demais ler!

    #harpersbazaarbrasil #mesdamulher #diversidadeeinclusao #gestaodecrise

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  • Manifesto Cotton Brazil

    By on 15 de março de 2021

     

    Cotton Brazil é nosso novo cliente! Para este início de trabalho, produzimos o primeiro Manifesto da marca!

    No lançamento desse novo braço da @soudealgodao, nos aprofundamos em pesquisas dos mercados a serem alcançados para entendermos qual a melhor narrativa e linguagem. Deste ponto de partida, cruzamos a experiência do nosso time com as expectativas do cliente. O resultado você pode assistir neste vídeo!

    O vídeo tem foco em 7 mercados, foi legendado em 7 idiomas diferentes, para os diversos países em que a @cottonbrazil começou a atuar – mostrando as qualidades e diferenciais do algodão brasileiro.

    #clienteàmdc #cottonbrazil #manifesto #cottonbr #movimentosoudealgodao

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