BLOG DA BIA

  • Como sua marca tem pensado diversidade?

    By on 16 de novembro de 2020

    “Não é possível pensar o corpo hoje, na sua articulação com a subjetividade e a identidade, sem discutir a evolução do mundo, dos objetos e do mercado.” – Nizia Villaça e Fred de Góes em ‘Em Nome do Corpo’

    Faz tempo que o consumidor mudou e que ele deseja ser representado. Estamos cada vez menos falando de consumidor e cada vez mais de indivíduo que consome. E quando a representatividade entra no discurso e nas ações gera transformação emocional e social – não só estética.

    Como sua marca tem pensado representatividade e diversidade? Para que o indivíduo que consome se sinta representado, atraído e estabeleça uma relação com a marca, é preciso mais do que ser farol, é necessário ser ponte.

    Daqui 4 dias é o dia da #consciencianegra e acima cito parte de um artigo que escrevi sobre corpo e reconexão. Mesmo não sendo meu lugar de fala, sou uma aliada a luta #antirracista e te convido a pensar nessas questões e, como profissional, a ser diferença na sua atuação. Vamos conversar?

    Leia mais
    ÀMdC
  • Onde nascem os sentimentos?

    By on 16 de novembro de 2020

     

    Por mais que já seja sabido que os sentimentos nascem no cérebro, precisamos constantemente nos lembrar dessa verdade, porque fomos educados a relacionar os sentimentos ao coração.

    De forma mais técnica, as emoções e sentimentos só são possíveis através do funcionamento do sistema límbico, que é um conjunto de diversas estruturas de neurônios conectadas que atuam de forma integrada e complementar, responsável pelas respostas emocionais, o comportamento e a memória.

    Então, se emoções e sentimentos só são possíveis através do funcionamento do sistema límbico, faz muito sentido pensarmos o marketing e a comunicação com o filtro do estudo do cérebro, quando desejamos alcançar, tocar e emocionar individualmente o nosso público.

    Leia mais
    ÀMdC
  • àmdc :: the only constance is change

    By on 23 de outubro de 2020

     

    The Only Constance is Change

     

    O ano era 2006 e a àmdc nasceu ‘Consultoria Criativa’. De início, as marcas cariocas de moda mais famosas da época se tornaram clientes. O foco era desenvolver o conceito da coleção e seu desdobramento na comunicação e, de forma natural, a Direção Criativa e Conteúdo passaram a ser um dos serviços – ainda numa época totalmente offline.

    O ~Digital chegou, com ele uma mudança geográfica do QG e aprofundamento no tema, em especialização, para a adaptação da àmdc – agora uma agência. A cada 3 minutos um de nossos clientes tinha um conteúdo postado e esse passou a ser serviço mais procurado.

     

    A entrega sempre foi baseada na narrativa e em emoções, mesmo quando isso nem era tão relevante. Nossa crase indica uma construção colaborativa, por aqui, a busca pela verdade do cliente em horas de escuta sempre foi essencial.

    Depois de 10 anos – de 2008 a 2018 – construindo estratégias com as marcas, tendo ênfase no digital, o ~JOMO – Joy of Missing Out (ou ‘alegria de estar por fora’, em tradução livre) passou a ser um desejo pessoal. Naturalmente, como uma marca de uma CEO (@biavianna), que também desempenha tantas funções quantas forem necessárias, esse desejo pessoal refletiu na àmdc e, novamente, novos caminhos precisaram ser desenhados.

     

    A Pandemia chegou tornando tudo mais urgente e acelerando processos. O plano de expansão se fez realidade e como um sinal, enquanto os questionamentos estavam latentes, a conta original do Instagram (@amdcagencia) se perdeu. Nada e nem ninguém pode recuperar.

    Com menos distração e aproveitando o JOMO, o tempo tem sido investido no mergulho em estudos da essência da àmdc e do mundo que vivemos depois desses 14 anos. Por 3 meses novos formatos e entregas foram prototipados e como muitos negócios em 2020: é hora de experimentar.

    Com inspiração nos aprendizados das neurociências, ficou compreendido que este momento não é sobre queimar pontes ou desconsiderar a expertise, mas sobre a capacidade de se adaptar e a habilidade para modificar a organização estrutural.

    Quer saber mais sobre marketing e comunicação com o filtro das neurociências e narrativas a partir do indivíduo e seus sentimentos? O lugar é aqui! Faça contato.

     

    Leia mais
    ÀMdC
  • COLUNA :: Sou de Algodão

    By on 7 de agosto de 2020

    moda comportamento fases pandemia

    Moda e isolamento social, o que mais temos a dizer depois de tantos dias?

    O que de fato aprendemos, experimentamos e vivemos com a moda durante a pandemia?

    Começo esta coluna com mais de 4 meses em isolamento, com a pandemia mudando o nosso cotidiano e o o nosso guarda-roupa. Sim, aqui em São Paulo a flexibilização começou há algum tempo, mas, particularmente, não consigo sair à rua como antes. Por aqui, seguimos de home office, EAD, roupas confortáveis e com saídas necessárias.

    Todo esse tempo em casa fez com que a maioria de nós vivesse muitas fases em relação à moda, até mesmo reduzindo-a a apenas “roupa”. Logo de início, o comfort wear, que tem o algodão como seu grande aliado, pareceu uma urgência. Não só para consumidores, mas para as marcas que passaram a trazer este conceito para as suas criações de forma acelerada. Porém, as inúmeras reuniões online nos tornaram metade comfort, metade look profissional necessário.

    REPENSANDO O GUARDA-ROUPA NO ISOLAMENTO SOCIAL

    Esse mix de necessidades traz uma forma nova de visitarmos o nosso guarda-roupa, repensando combinações e fazendo experimentações que possibilitam mais formas de uso das roupas e a expansão da forma que cada um se vê.

    Experimentar é o que se tornou a terceira fase. Usamos a moda como uma companhia para matar o tédio e a necessidade de novas roupas do momento e, além de recriar a partir de nossos próprios looks, passamos a customizar. Recorta daqui, pinta dali, ajusta de cá… E nossas roupas ganham novos cortes e o tie dye está de volta aos nossos guarda-roupas! Porém, isso tudo vem acompanhado daquela sensação de importância para a nossa saúde mental e pelo relacionamento sério com nosso novo vestuário de “eu que fiz”.

    Enquanto buscávamos soluções dentro da rotina de isolamento, as marcas seguiam nas tendências criadas pela audiência. Vivemos um momento em que a tendência não vem da rua para marca, mas da audiência digital para a marca. Inteligentes foram aquelas que prestaram atenção à sua audiência e entraram nesta conversa.


    O QUE PODEMOS ESPERAR DAS PRÓXIMAS FASES?

    “A moda deve durar, deve ser emocional, deve ter lembranças, deve ter significado e pensar que precisamos reavaliar – todos nós que trabalhamos nesse setor – a melhor maneira de apresentar isso”, afirma Anna Wintour – editora-chefe da Vogue América.

    Muito tem se discutido sobre o futuro da moda e várias tendências se apresentam desde o primeiro dia da pandemia. Sem dúvida é um exercício e os estilistas estão buscando se tornar mais relevantes para este momento que o mundo enfrenta, porque a moda é o retrato do tempo em que vivemos, e isso é extremamente desafiador em um momento como o de uma pandemia.

    A percepção que ganhamos nessa rotina de isolamento social de viver com o essencial, de forma confortável e com o que faz bem ao nosso emocional, faz com que os estilistas necessitem ter a sensibilidade de traduzir essas características em suas coleções. Para isso, é preciso usar sempre o bom senso para não transformar uma obrigatoriedade em moda – em especial os equipamentos de proteção individual (EPI). É fundamental o cuidado ao transformar a necessidades em produto.

    De forma mais prática, nas tendências terão aquelas que seguirão na necessidade de segurança e vão defender roupas que protejam mais, outras que buscarão manter a experiência do conforto no cotidiano. Haverá aquela ainda que compreende que tanto tempo isolado trouxe uma vontade represada de montação e aquela outra do essencial que defende que os consumidores irão optar por peças mais duradouras e atemporais. Tem também aquelas marcas  que apostam no consumo sustentável como fator decisivo de compra.

    Por isso, preciso relembrar o que já sabemos: somos plurais. Então, por mais que existam correntes de tendências, pode ser que todas elas encontrem seu espaço… em uma só pessoa! E talvez essa seja a forma que, acredito, irei fazer: usar conforto com proteção, em um revisitar da minha montação, com peças mais duráveis e marcas que buscam cada vez mais ser sustentáveis.

    E nesse mix de tendências, cabe às marcas ficarem muito atentas ao comportamento do consumidor, que tem tudo para colocar em prática o relacionamento com a moda de descoberta, experimentação e decisões essenciais que vivenciaram neste isolamento.

    __

    Texto originalmente postado no blog Sou de Algodão.

    Leia mais
    ÀMdC
  • O SPFW mais digital de todos os tempos

    By on 7 de julho de 2020

    Ontem, nas memórias do Instagram, chegou até nós este vídeo. Há 5 anos recebemos um desafio do nosso cliente São Paulo Fashion Week de fazer a edição mais digital de todos  os tempos – até então.

    Na quela edição, estreamos as lives – que hoje estamos fazendo 3 vezes por semana! e buscamos registros inspiradores de todos os momentos. Foram quase 1000 postagens, hoje ultrapassamos 3ooo, mais de 40 horas de transmissão ao vivo em vídeo e uma média de 100mil interações.

     

     

    É interessante olhar para o ano de 2015 e pensar que não tínhamos ideia de que haveria uma edição que tudo precisaria ser pensado a partir do Digital e não mais a partir do local físico. Esta é uma verdade possível, para quem quer saber como deve ser o próximo SPFW.

    No mais, não posso dar spoiler, só podemos indicar que sigam acompanhando as redes sociais do evento: @spfw.

    Leia mais
    ÀMdC
  • COLUNA :: Sou de Algodão

    By on 6 de julho de 2020

    A moda é expressão da nossa personalidade e necessidades

    Estamos agora vivendo um momento histórico por causa da Pandemia, em que muitos de nós estamos em casa. Quando os compromissos externos diminuem, ou mudam de forma, o como e o para que nos vestimos também sofre impacto.

    Na origem da moda está a diferenciação, algo que hoje é parte da decisão de uma pessoa sobre o que usar e como usar, dentro do que ela deseja. Mas, antes de chegarmos aqui, falando rapidamente sobre algo que demorou muitos e muitos anos, houve uma época menos politicamente correta.

    A roupa nasce com a necessidade de se cobrir por estar nu ou com frio, mas a moda tem origem na diferenciação social entre as pessoas, como peças e cores que significam status e poder na sociedade. Chega a ser uma fôrma que define padrões, – talvez ainda estejamos nos libertando deste momento – e evolui com a humanidade, se tornando uma expressão de tribos e, mais recentemente, individual do ser em relação ao seu tempo.

    Até esta necessidade de diferenciação virar o que conhecemos hoje como moda, demorou um pouco. Segundo o filósofo francês Gilles Lipovetsky, “o que define o sistema de moda é a conjunção das lógicas do efêmero e da fantasia estética, que só encontrou espaço nas sociedades modernas.”

    A ligação entre o indivíduo e a sociedade
    A moda tem papel significativo no que se refere à identidade, atuando entre o indivíduo e a sociedade. Isso porque, por meio do vestuário, é possível se expressar e comunicar. Para a sociologia a moda é, sim, artística e, ao mesmo tempo, econômica, sociológica, política e remete a questões de identidade social.

    Para saber mais sobre este assunto, indico ler Fréderic Godart e seu livro ‘Sociologia da Moda’.

    A moda é, então, uma ferramenta que aliada às características da sociedade e o tempo em questão facilita ao indivíduo a expressão de sua identidade, mesmo que seja múltipla e contraditória, a partir de seus sentimentos e poder de compra, para as mais variadas ocasiões.

    Texto originalmente postado no blog da Sou de Algodão.

    Leia mais
    ÀMdC